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Trote Solidário integra e torna bem-vindos os alunos e novos alunos no campus da Unesc, no início das aulas

Fonte: Imprensa Unesc

18/02/2016


Na segunda-feira (22/02), quando os cerca de 11 mil alunos – destes, mais de 1,4 mil novos alunos – chegarem na Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc), serão acolhidos pela IES. Além de promover uma recepção especial para calouros e veteranos, a Universidade apoia o Trote Solidário, organizado pelo DCE (Diretório Central dos Estudantes), que no primeiro semestre de 2016 ocorre durante o mês de março, com provas de caráter comunitário e a Gincana Solidária.

A presidente da Comissão Organizadora do Trote Solidário, Letícia Malinowski, explica que o objetivo é estimular a convivência com a comunidade e a integração entre os novos estudantes e os veteranos. “Queremos dar as boas-vindas de uma maneira saudável e ajudar os calouros a se familiarizarem à Universidade. Mostrar que o trote não precisa ser algo ruim e pode ser divertido para todos”, comenta a representante do DCE.

As inscrições para o Trote Solidário na Unesc podem ser feitas DCE, localizado no Bloco Z da Unesc, de 1º a 4 de março. As provas, realizadas de 7 a 22 de março, consistem em atividades como doação de alimentos, medicamentos, sangue e medula óssea e ração para cães. A final será no dia 24 de março, às 19 horas, no ginásio da Unesc, com a Gincana.

Não à violência e à humilhação

A prática do trote nas instituições de ensino superior vem desde a Idade Média, e iniciou na Europa, sendo trazida para o Brasil por filhos de famílias nobres que estudavam no exterior – o primeiro ocorreu em 1831. Ao longo dos anos, essa tradição chegou a ocasionar a morte e ferimentos graves, além de humilhações e traumas.

Um exemplo recente ocorreu em Vilhena, Rondônia. Nesta segunda-feira (15/2), seis calouros da Fama (Faculdade da Amazônia), tiveram queimaduras graves pelo corpo após um trote. As lesões teriam sido provocadas por um mistura de creolina e larvicida.

Segundo a professora do curso de Psicologia da Unesc, Elenice de Freitas Sais, ingressar na Universidade tem um sentido especial para as pessoas e um significado de passagem para uma nova fase. Assim, participar de trotes que não tenham o intuito verdadeiro de integração, pode causar traumas e um nível de tensão elevado nos alunos.

“Os calouros vão chegar em um ambiente desconhecido ou que conhecem muito pouco e o novo por si só já assusta. Por isso devem ser acolhidos por quem está na Universidade. Temos que pensar em como a gente gosta de ser recebido quando visita a casa de alguém e fazer o mesmo por quem está chegando, nesse caso, para ficar”, comenta a professora da Unesc.

Lei prevê punição

A legislação de Santa Catarina considera como trote todas as práticas que ofendam a integridade física, moral e psicológica dos novos estudantes; causem constrangimento aos novos alunos do estabelecimento de ensino; exponham, de forma vexatória, os calouros e impliquem pedido de doação de bens ou dinheiro pelos novos alunos.

A lei nº 11.158/1999 proíbe a prática do trote violento ou agressivo, nas instituições de ensino em Santa Catarina. A mesma lei ainda prevê que a instituição de ensino em que a pessoa que aplicou o trote esteja matriculada a suspenda e a afaste por um ano.

Já a lei nº 15.431/2010, proíbe o trote, determinando punição de suspensão do aluno de seis meses a um ano e/ou multa de R$ 1 mil a R$ 20 mil. E a Lei Complementar 546/2011 estabelece que o aluno que praticar o trote perde o direito à bolsas de estudo concedidas pelo Governo do Estado.





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