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É possível voltar para a faculdade depois dos 30 anos?

21/11/2017


Você está há anos longe dos bancos escolares e muitos dos que são seus colegas de classe têm a mesma idade dos seus filhos. Em alguns casos, seus filhos são até mais velhos. Por vezes, encontra mais afinidades com os professores do que com os alunos. E, talvez a mais importante diferença entre gerações, meus colegas dispõem de todo tempo do mundo para passar horas estudando depois das aulas, enquanto você, pai ou mãe de família, tem que se desdobrar entre seu emprego e sua família. Desesperador, não? Mas acalma-se. É possível lidar com isso.

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O segredo, segundo pessoas nessa condição ouvidas pela Revista QB – entre eles o humilde escrevinhador deste texto – é utilizar a experiência de vida para compensar a falta de tempo.

“Uma coisa que percebo é que quem tem família, pessoas que dependem financeiramente, acabam tendo que usar sua experiência para obter algumas vantagens. Sem isso, a faculdade torna-se inviável”, conta Marcos Magalhães, 34, agente penitenciário do Governo do Estado de São Paulo, casado e pai de duas filhas que estuda Direito na Estácio.

A estudante de pedagogia Saula Domingos, 41, concorda e dá o segredo para conseguir boas notas: aproveitar cada segundo das aulas. “Eu tenho filhos e tenho meu trabalho. Por isso, preciso estar totalmente focada. O momento que estou na faculdade é só da faculdade. Não uso celular, não faço mais nada, só presto atenção nas aulas”, conta. “Quem é mais novo pode se dar ao luxo de faltar, de perder tempo, porque têm condições de compensar depois. Se eu não aprender em sala de aula, não conseguirei compensar depois”, disse.

Para professor Rubens Sampaio, doutor em Filosofia e graduado em três carreiras – duas delas iniciadas depois dos 30 – o grande diferencial da turma dos “velhinhos” é o foco. “As pessoas mais maduras têm mais prioridade, mais foco, um interesse mais bem delimitado e conseguem, em praticamente todos os casos, alcançar um desempenho excelente, que muitas vezes supera o dos mais jovens, que, no seu furor juvenil, muitas vezes perdem o foco e não aproveitam ao máximo a oportunidade do estudo”, afirma.

Aprender a aprender

Sampaio também acredita que outro fator fundamental é a humildade. Para ele, mais idade não é sinônimo de mais maturidade nem pode significar motivo para menosprezar os mais jovens. “Idade não é sinônimo de maturidade nem de inteligência. É possível uma troca interessante e benéfica para ambos”, conta.

Estela Ribas, 45, estudante de Direito na Estácio em Ribeirão Preto, concorda, mas ressalta que, de vez em quando, precisa “segurar a onda” dos mais jovens. Vale até bronca e psiu na sala de aula.

“Eu não tenho medo de dizer claramente quando eles exageram na bagunça e atrapalham meu aprendizado. Às vezes, falta um pouco dessa noção. Mas é importante passar para eles que é importante respeitar o momento que a gente tem pra aprender”, conta.

Por Eduardo Schiavoni





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